Ano novo Astrológico – 2018

O ano novo astrológico começa no dia 21 de março de 2018.

2018 – O ano das transformações
Por Isabel Mueller

2018 é marcado por posicionamentos astrológicos muito significativos: Saturno transita o signo de sua morada, Capricórnio, demandando mais responsabilidade, maturidade, consciência, percepção dos limites e do que está cristalizado. Saturno, Cronos, senhor do Tempo, da lei de ação e reação, do plantio e da colheita.

Quando se fala em Saturno, percebo uma reticência, possivelmente porque as pessoas têm medo de assumir a responsabilidade pela sua vida. Sempre que um planeta passa no signo da sua regência, o seu simbolismo fica mais evidenciado.

A passagem de Saturno pelos diferentes signos ao longo do tempo sinaliza os temas que estão evidenciados na sociedade. Maturidade, resiliência e persistência são atributos saturninos. Trata-se de uma realização que não está no status e sim em abraçar o sentido de propósito, de colocar em prática os nossos talentos e de nos responsabilizarmos na criação de uma nova realidade pessoal e coletiva. Perceberemos uma maior preocupação com temas voltados para a carreira, as estruturas, as instituições, a velhice, o que representa solidez e o que necessita de pés bem firmes plantados no chão. Saturno/Capricórnio é realidade.

Os anéis de Saturno representam os compromissos que precisamos assumir para a nossa evolução. Excelência, maestria, disciplina e profissionalismo são palavras-chave de 2018. Saturno em Capricórnio significa em que medida somos capazes de colocar em prática o que estivemos aprendendo ao longo dos últimos anos, quando ele esteve em Sagitário. Estamos comprometidos com a verdade pessoal que nos foi revelada? De que valem teorias, conhecimentos e conceitos se eles não são vivenciados na prática cotidiana? Realizações ocorrem com atitudes responsáveis e maduras e não com conceitos. É nisso que estaremos sendo desafiados em 2018.

Saturno vivenciado de forma primitiva significa a rigidez, inclusive física, já que o planeta rege ossos, coluna, simbolizando a retidão – ou a ausência dela – mas também a necessidade de sermos flexíveis e de não “endurecer”. Pode ocorrer a cronificação de problemas que estão relacionados com a negligência física, emocional e psíquica ao longo dos anos. A preocupação excessiva com o status, com a realização profissional e material,  com o nosso lugar na sociedade, com a segurança e a estabilidade também podem representar o lado “b” de Saturno.

Vivenciamos ainda um forte período de limpeza de velhas estruturas e padrões (e esta limpeza continuará até 2020). Plutão segue sua faxina em Capricórnio. Primeiro precisamos limpar o terreno, para então criarmos uma nova realidade, uma nova ordem. Saturno nos mostra que acabou o “oba oba”; não podemos mais negligenciar nossas responsabilidades pessoais e coletivas. A infância da humanidade acabou. Isso é positivo, pois é o chamado à responsabilidade. Mas, por outro lado, temos que ter cuidado com o enrijecimento, as cobranças excessivas, o dever, o superego. Necessitaremos também de leveza para atravessarmos esse período. Saturno é um princípio constritor, que, se aplicado positivamente, significa foco, estrutura (e como estamos estruturados na vida), mas negativamente significa limitações, medos, insegurança. Saturno é a foice que ceifa o que não faz mais sentido. O velho sábio que mostra o valor da experiência e da maturidade. A solidão que permite a conexão com a nossa essência. Quem tem medo de ficar só terá dificuldades em 2018. Tempo, Saturno. Como utilizamos o nosso tempo?

O que 2018 nos reserva? O que fizermos efetivamente para criar um novo ano, um novo tempo. É o esforço pessoal, o compromisso e a responsabilidade que determinarão as situações do ano.  Sermos nossa própria autoridade. Estamos sujeitos às leis do Tempo e não podemos mais adiar indefinidamente o que nos cabe fazer no agora. É disso também que o ano fala. Um dos questionamentos mais fortes de 2018 é qual o nosso verdadeiro propósito em termos de trabalho. Como podemos contribuir para a transformação da sociedade, utilizando nossas capacidades profissionais. Para aqueles que trabalham em consonância com o seu propósito, o ano pode ser muito promissor, embora exija bastante. Uma reflexão interessante é o que estivemos construindo ao longo do tempo, que nos capacita aos desafios do ano. Perceberemos uma retração no mercado de trabalho, com a remodelação do significado de carreira.

Urano ingressará Touro, em maio, marcando também o início de um grande processo de desmonte econômico, no sistema financeiro (os próximos 8 anos serão de imensas mudanças materiais, afetando moedas, bancos, investimentos, formas de pagamento de serviços e de valorização de trabalhos).

O que viemos fazer aqui na Terra? Uma pergunta que começa a ser respondida em 2018 dentro de cada um de nós. E se nossa carreira não representa quem somos de fato, começam a aparecer imensas barreiras.

Em outros momentos da história em que Saturno esteve em Capricórnio tivemos acontecimentos marcantes, que bem simbolizam as características deste planeta. O muro de Berlim foi construído (e também destruído) quando Saturno estava em seu domicilio astrológico. Tivemos a queda de muitos governos e impérios. Houve retração, limitação. Mas também concretização. Saturno/Capricórnio é montanha e ela envolve o passo a passo, determinação, paciência. No topo, conseguimos enxergar as coisas de cima, sob um ângulo mais elevado. Mas topo não se constrói da noite para o dia.

Em 2018 também teremos Júpiter em Escorpião, chamando a uma nova mentalidade sobre sexualidade, emoções, motivações psicológicas, intimidade, investimentos, autoconhecimento, percepção da finitude e dos mistérios da vida e do que em nós precisa morrer. Ou (re)nascer. Escorpião é mergulho profundo, terapêutico, é o inconsciente, o reprimido, o oculto, os fantasmas internos, os padrões, compulsões, instintos, a necessidade de controle. Mas Escorpião também são os nossos tesouros internos, riquezas até então intocadas, bem como a capacidade de eliminar, deixar ir, transformar, curar.  Um definitivo adeus, necessário. Muitas coisas que varremos para baixo do tapete ao longo dos anos, agora aparecerão, mas é para olharmos, transformarmos, curarmos.

É interessante observar que, quando Júpiter ingressou em Escorpião, ainda em 2017, começaram a ser revelados muitos casos de abuso sexual. 2018 é o ano de olharmos para onde fomos (e nos sentimos) violados, em qualquer plano (físico, emocional, psicológico). Curar essas feridas. E só podemos curar se jogarmos luz nos nossos escuros, isto é, se nos conscientizarmos. Será importante em 2018 nos conscientizarmos das energias psíquicas, emocionais e espirituais que envolvem o sexo. Novas abordagens sobre a sexualidade e sobre o que compartilhamos intimamente com as pessoas (energias, emoções, talentos, recursos materiais).

O planeta Júpiter expande tudo o que toca. Então, veremos uma expansão nos temas escorpianos em todos nós. Aumento da instintividade e compulsões, de comportamentos que provêm das entranhas, mas também da vontade de nos trabalharmos internamente e elevarmos desejos e aspirações. Sairmos do instinto bruto para objetivos mais elevados. Entretanto, não podemos reprimir essas questões, pois então se tornariam mais brutais. Temos que compreender que sexo não é somente físico. Que energias estamos dispostos a compartilhar intimamente e de que forma? Excessos e negligências neste sentido podem levar a consequências desagradáveis. Não se trata de moralismo, mas da necessidade de realmente nos conscientizarmos do tipo de energia que está envolvida nisso.

Um dos instigantes ensinamentos de Júpiter em Escorpião é que não temos controle sobre tudo, precisamos aprender a nos entregarmos, a confiar na sabedoria da vida. E ter a coragem de morrer para o que dentro de nós já morreu. Então poderemos (re)nascer, (re)ssurgir. O que vai morrer e o que vai nascer? O medo de perder pode acentuar a tendência a atitudes defensivas e controladoras. Positivamente, este posicionamento astrológico, presente até novembro de 2018, indica a oportunidade de nos trabalharmos interiormente, de acessarmos recursos psicológicos, emocionais e mesmo materiais para a realização do nosso propósito (Júpiter em Escorpião em consonância com Saturno em Capricórnio). Também indica uma abordagem diferente para investimentos e questões envolvendo impostos, taxas, heranças, legados.

Enquanto Saturno em Capricórnio nos instiga ao questionamento do que viemos fazer aqui na Terra, Júpiter em Escorpião questiona o que deixaremos em nossa passagem pelo Planeta. O que é imortal em nós se revela em nossos atos e obras.

O eixo astrológico que simboliza os aspectos materiais (Touro/Escorpião) estará acentuado em 2018, pois além da passagem de Júpiter em Escorpião teremos o ingresso de Urano em Touro, em maio, onde permanecerá até novembro, mês em que Urano retornará para uma última e breve passagem por Áries.  O que é ganhar? O que é perder? Reflexões necessárias neste ano. Reformulação econômica, nos valores e recursos pessoais, em como utilizamos nossas habilidades e talentos. Uma nova economia começa a surgir (e se desenvolverá ao longo dos próximos 8 anos); até mesmo pela falência dos modelos atuais. Ênfase na economia colaborativa, “verde”, em novas formas de valorar o trabalho e as habilidades pessoais.  Em moedas alternativas (bitcoins e afins) e questões tecnológicas. Percepção de que devemos modificar a relação que temos com o consumo, devido ao esgotamento dos recursos naturais, que levará, inclusive, à necessidade de fontes alternativas de energia. Aumento nos escambos e em novas formas de compreender a energia material. Necessidade de soluções diferenciadas para problemas econômicos mundiais.  Quanto às moedas digitais, tendem a estender a sua amplitude, amparadas pela tecnologia. Porém, segundo o simbolismo de Urano, é uma energia errática, de altos e baixos, que pode levar a grandes ganhos e perdas. Empresas e marcas que não possuem um comprometimento social, coletivo começarão sua decadência. O comércio eletrônico ganhará cada vez mais espaço, bem como as transações online, fora de agências físicas (que podem sumir ao longo dos próximos 8 anos). Também ganhará força o que for relevante para mudanças na sociedade. Mas, inicialmente, isso pode ocorrer sob fortes rupturas, impactos e crises. É que todo um sistema precisa ser reinventado, dando claros sinais de sua falência.

Netuno segue seu longo movimento pelo signo de Peixes, retratando questões coletivas de grande impacto emocional e espiritual, com a reinvenção necessária do modo como se lidam com problemas psíquicos, sociais, com vícios, com os excluídos e marginalizados. As questões sociais demandam mais empatia e solidariedade. Na dor os humanos se unem… Segue a tendência de elevação dos oceanos, que ao longo dos próximos anos se intensificará e trará consigo a necessidade de uma reorganização coletiva. Netuno em Peixes, sob o seu aspecto primitivo, representa a glamourização da imagem e do imaginário, com essa ilusória exposição das pessoas (internet, facebook, instagram), que em nada corresponde as suas verdadeiras vidas. Fantasia idealizada, para esconder o vazio… Também o culto às celebridades instantâneas, que captam o imaginário coletivo. Podemos utilizar de um modo muito mais evoluído essas energias, como por exemplo, investindo no autoconhecimento, em mais silêncio, introspecção, na contribuição de cada pessoa para a evolução do Planeta e numa conexão mais profunda com a arte e a espiritualidade. A escolha é nossa. As consequências também.

O que 2018 nos pede é mais Alma, maturidade, responsabilidade e a coragem de dizermos adeus a padrões repetitivos. Para isso, precisamos olhar mais para dentro, buscar o autoconhecimento e contar com auxílios preciosos nas travessias que necessitamos fazer. Um apoio psicológico, terapêutico e a força interna para transformarmos porões escuros em tesouros. Luz para iluminar a escuridão. Escolhemos estar aqui nesse momento de transição. Que não sejamos apenas os que sofrem esses desafiadores processos, mas os agentes de transformação coletiva, por meio de nossas atitudes, pensamentos, emoções, trabalho.