História de Iemanjá

Protagonista de milhões de lendas, Iemanjá se multiplica em várias versões e se transforma de acordo com a cultura. Chegou ao Brasil nos tempos coloniais, trazida pelos escravos. Em terras africanas era a deusa do rio Ogun, rainha das águas doces.  Entre nós, ela se tornou a rainha do mar. Os cabelos negros, os traços delicados e os seios fartos sintetizam na bela divindade o arquétipo da maternidade. Pois é esse seu grande valor: acolher a todos que lhe pedem ajuda, sem julgar nem minimizar a dor de ninguém. Isso lhe vale mais um título, o de deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.

A majestade dos mares. Senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a Rainha das águas salgadas, considerada como mãe de todos Orixás, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também como a Deusa das Pérolas, Iemanjá é aquela que ampara a cabeça dos bebês no momento do nascimento.

“Afrodite brasileira”, Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos e paixões conflituosas. Tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o estereótipo da beleza feminina: longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.

Tem poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas está em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino de quem que adentra seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.


By Pax – Carmen Balhestero – www.pax.org.br