Páscoa – ritual e significado

LAVA PÉS: Quinta-feira que antecede a PÁSCOA
29 de março de 2018

Entre as práticas religiosas instituídas por João, o Lava-pés era uma delas. Simbolizava a igualdade entre os homens: o Senhor é o irmão do servo. E Mestre Jesus deu provas de seu respeito pelo seu precursor, adotando, entre outras, a instituição dessa celebração. Inicialmente, o Lava-pés era celebrado por Jesus e seus discípulos na véspera do grande Sábado da Páscoa.
Naquele ano, todavia, intuindo o Mestre que um grande perigo iminente o ameaçava, e como gostaria de dar uma precisão maior dos acontecimentos, pediu a seus apóstolos que o acompanhassem a realizar o Lava-pés em outra noite. Jesus e seus discípulos davam grande valor às ceias que organizavam, e, especificamente na celebração do Lava-pés, costumavam organizar uma especial.

Nessas ceias foram ditos e repetidos muitos ensinamentos, recomendações, conselhos e promessas sempre baseados no profundo conhecimento que Jesus tinha sobre a natureza humana. Ao entardecer daquele dia, acomodados em volta de uma mesa em uma casa no Getsêmani, deram início às orações, cânticos e hinos, antes da ceia frugal; então, Jesus conferiu a seus discípulos o título de apóstolos e disse:

“Fazei de minhas instruções a regra de Vossa conduta e chamai-Me quando tiverdes que discutir com os homens de má fé. Quer permaneceis unidos, quer vos separeis pela boa causa, Eu sempre me encontrarei no meio de Vós e com cada um de vós. A fé não perecerá nunca, porém se tornará obscura pela falsa direção dada a meus ensinamentos. Aos que sustentarem a Verdade, Eu retribuirei com liberalidade meus consolos e esperanças. Conservai vossa fé pura de todos fingimentos e não ponhais limite à vossa caridade. A força vem de Deus e Eu vos transmitirei a força. Vós que sois meus discípulos queridos, ajudai os que necessitam, eles sãos Meus membros. Facilitai o arrependimento, prometei o perdão em nome de Deus, nosso Pai. Tudo o que perdoardes será perdoado, e a graça o vos acompanhará na paz e nos perigos. Não devolvais, jamais, mal por mal, mas forçai a vossos inimigos que vos respeitem. Comprovai vossa fé mais com obras do que com discursos e quando vos sentirdes enfraquecido, recordai Minhas promessas. Essas promessas, as cumprirei se fordes fortes e praticardes o que Eu mesmo tenho praticado, seja com atos, com palavras ou com o silêncio. Permaneceis convencidos da Minha Presença ainda quando não me vejais. Reparti o pão em Meu Nome, como se Meu Corpo ocupasse um lugar. Nada sereis se não recordardes tudo o que vos tenho dito, porque sempre estarei entre vós, pois Eu serei vossa alma e vós sereis minha carne, meu sangue, meu espírito. Tudo o que fizerdes, fazei-o em Meu Nome. Procedei como se Me encontrasse visivelmente entre vós, porquanto, em Verdade vos digo: sempre entre vós estarei. Uma vez mais vos abençoo, queridos irmãos meus, filhos meus, amigos meus. Orai e silenciai. Recordai o que agora vos digo, porque ouvirás outras vezes pela voz interior, que é a minha voz. Grato me será, portanto, toda vez que repetirdes esta ceia em meu nome, porque Eu ocuparei um lugar entre vós, ainda que vossos olhos não Me vejam, Me pressentirão vossos espíritos. Meus queridos discípulos, amai-me como vos tenho amado. Dou a vós o mundo para conquistar e minha luz vos guiará. Nomeei-vos meus sucessores e vos abençoo. Que a Paz seja convosco e com o vosso espírito”.

(Obs. Orar o Pai Nosso)


 

PÁSCOA 01 de ABRL de 2017
LUA CHEIA DE ÁRIES

“No momento em que os raios do Sol tocaram o rosto de Jesus, o Cristo entrava em seu corpo, glorificando-o com o novo invólucro com o qual estava revestido. Tal é a ressurreição do cristo, depois da qual o corpo carnal, transformado, adquiria uma nova natureza. Eis porque o Sol foi sempre tomado como símbolo do Cristo Ressuscitado e porque, nos hinos da Páscoa, se faz constantemente alusão ao Sol da justiça”.

No Festival da Lua Cheia de Áries é celebrada a Ressurreição (renascimento) do Mestre Jesus. Essa festa religiosa, conhecida como Páscoa, pelos cristãos, tem suas raízes no ano de 1312 a. C., quando Moisés, no 14º dia do mês de Misã (primeiro mês do ano do calendário judaico), ordenou aos hebreus do Egito que marcassem suas casas com sangue de cordeiro para que o primogênito da família fosse poupado da morte, por ordem do Faraó, que, diante de tal força de poder, permitiu finalmente, a abolição do cativeiro dos hebreus. Assim, então, essa vitória da liberdade ficou conhecida como Pessach (passagem da escravidão para a liberdade), que é comemorada religiosamente pelas comunidades judaicas, entre orações e cânticos, com uma ceia (Seder), na qual cada alimento servido tem um significado especial em respeito às amarguras vividas por seus ascendentes.

Para os cristãos, a Páscoa é a celebração da vitória de Jesus sobre a morte (ressuscitou no terceiro dia após sua morte física), abrindo assim para a humanidade o caminho da vida eterna. A Páscoa cristã ocidental é comemorada no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia posterior ao equinócio da primavera no hemisfério norte (21 de março).

Para o Plano Espiritual, o Festival da Lua Cheia de Áries representa, juntamente com a celebração da ressurreição de Mestre Jesus Sananda, a oportunidade de cada ser humano vivenciar e acelerar o seu respectivo processo de Ascensão, ou seja, a oportunidade ainda em vida de iniciar um novo momento, uma nova etapa (representada pela ressurreição de Jesus), após a transmutação dos seus carmas negativos (representada pela morte do corpo físico de Jesus), despertando o “Cristo” em nós (a Consciência Crística). Renascer também é a libertação de egos, apegos e amarras (mágoas, culpas, etc.) que bloqueiam nosso potencial criador e impedem que a Verdade intrínseca do Ser Perfeito, que somos, atue no presente, para ser possível a concretização no futuro das realizações estruturadas no Amor, na Paz e na Luz. O Festival da Páscoa é o primeiro dos três grandes Festivais de Lua Cheia celebrados pela Grande Fraternidade Branca Universal, quando, no Plano Etérico, todos seus membros confraternizam-se com Mestre Jesus Sananda, que, por puro Amor Incondicional, veio à Terra para ensinar e mostrar aos homens que a Ascensão é possível para todos, porque a divindade reside no âmago de cada ser, sem exceção.


RITUAL

Em momentos de transição como um renascimento, é necessária muita concentração e atitude interna de abertura para novas coisas. Sugerimos que você abrace, do fundo do coração, todas as situações, pessoas e fatos que ocorreram nos últimos meses, principalmente as pessoas ou fatos que mais o magoaram, pois “amar incondicionalmente” significa compreender e abraçar todas as situações.
O Poder do Amor verdadeiro consegue transformar tudo, deixando espaço para que novas manifestações possam ocorrer. Feche os olhos e visualize uma tela branca de cinema na frente do seu terceiro olho, no centro da testa.

Projete as pessoas e fatos que o magoaram e abençoe. Visualize-se as pessoas e fatos que o magoaram envoltos na Chama Violeta, da Transmutação, e, depois, na Chama Rosa, do Amor Incondicional. Irradie muita Luz a todas as pessoas. Faça o mesmo com situações desagradáveis que ocorreram. O Poder da benção liberta e transcende dimensões, colocando-nos em contato coma Força Una do Universo: o Amor. Após abençoar cada pessoa e cada situação que participaram com você deste momento de transição, você se sentirá mais leve e aberto a novas alternativas e, com certeza, renascerá para um novo momento muito mais feliz, pois já terá aberto espaço suficiente para que somente novas situações gratificantes e edificantes fazerem parte de sua vida. Feliz Páscoa de Renascimento!

SÍMBOLOS DA PÁSCOA

O ovo de Páscoa O ovo, símbolo da fertilidade, começou a aparecer como forma de presente na Antiguidade, 4 mil anos a. C., época em que egípcios e persas pintavam ovos de diversas aves para distribuir na primavera. Mais tarde, os chineses também presenteavam amigos com ovos pintados.
Os cristãos escolheram o ovo para comemorar a Páscoa, justamente por ele simbolizar a vida, quando a casca se rompe dá passagem para a vida. O chocolate O xocoat era uma bebida consumida pelos Astecas, civilização indígena que viveu no México. Era uma mistura de semente de cacau torrada, mel, pimenta e água. Como tinha gosto muito amargo, era servida fria. O xocoat só chegou à Europa no século IXX, quando lhe acrescentaram açúcar e leite, nascendo assim o chocolate que conhecemos. E na Páscoa, para seguir-se a tradição, em vez de presentearmos os amigos com ovos de verdade, o fazemos com ovos de chocolate, pois ao fazê-lo estamos, mesmo que inconscientemente, invocando que essas pessoas renasçam para um novo momento em suas vidas e enviando-lhes irradiações da manifestação da concretização de seus ideais e da manifestação da Consciência Crística na Luz. Portanto o ovo de chocolate é sempre bem-vindo!


Fonte: REVISTA DIGITAL TRIBUTO AOS 50 ANOS DE UM CURSO EM MILAGRES/ MARÇO